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Podcast T3E2: José Alberto Pereira - Conservar Oliveiras e Azeites

April 14, 2021 Ciência Com Impacto Season 3 Episode 2
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Podcast T3E2: José Alberto Pereira - Conservar Oliveiras e Azeites
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Podcast T3E2: José Alberto Pereira - Conservar Oliveiras e Azeites
Apr 14, 2021 Season 3 Episode 2
Ciência Com Impacto

José Alberto Pereira acredita que a Natureza faz, mais ou menos, tudo certo. Se despendermos tempo a observá-la iremos aprender muito. E essa é, como investigador e diretor do CIMO – Centro de Investigação de Montanha, a sua premissa. E os resultados são visíveis na conservação dos olivais tradicionais – e muitas vezes centenários – do norte e nordeste de Portugal.

Sobre os olivais intensivos, que começam a predominar no sul do País, o investigador do CIMO deixa vários alertas. Os impactos são, particularmente, preocupantes na perda da biodiversidade e no reforço de resistência das pragas. Pior: por vezes, as plantas absorvem esses produtos nocivos e eles vão para as azeitonas – acabando nos nossos pratos.

A exploração sustentável do olival deve basear-se na produção de azeitona, mas não se esgota aí. As folhas da oliveira também podem – e devem ser – aproveitadas, porque têm um valor económico. 

Em Trás-os-Montes e Vale do Côa, espalhadas nos olivais tradicionais, existem muitas oliveiras com centenas de anos. São monumentos naturais únicos, que podem ser visitados. Mas que também continuam a ser produtoras de azeite. Azeites únicos cuja composição os investigadores do CIMO têm estudado e ajudado a preservar.

Uma conversa a não perder.

Show Notes

José Alberto Pereira acredita que a Natureza faz, mais ou menos, tudo certo. Se despendermos tempo a observá-la iremos aprender muito. E essa é, como investigador e diretor do CIMO – Centro de Investigação de Montanha, a sua premissa. E os resultados são visíveis na conservação dos olivais tradicionais – e muitas vezes centenários – do norte e nordeste de Portugal.

Sobre os olivais intensivos, que começam a predominar no sul do País, o investigador do CIMO deixa vários alertas. Os impactos são, particularmente, preocupantes na perda da biodiversidade e no reforço de resistência das pragas. Pior: por vezes, as plantas absorvem esses produtos nocivos e eles vão para as azeitonas – acabando nos nossos pratos.

A exploração sustentável do olival deve basear-se na produção de azeitona, mas não se esgota aí. As folhas da oliveira também podem – e devem ser – aproveitadas, porque têm um valor económico. 

Em Trás-os-Montes e Vale do Côa, espalhadas nos olivais tradicionais, existem muitas oliveiras com centenas de anos. São monumentos naturais únicos, que podem ser visitados. Mas que também continuam a ser produtoras de azeite. Azeites únicos cuja composição os investigadores do CIMO têm estudado e ajudado a preservar.

Uma conversa a não perder.